Adeus Óliver: A despedida do melhor médio do FC Porto


Depois de três épocas consecutivas a vestir a nossa camisola, Óliver Torres volta a despedir-se do FC Porto, e dificilmente retornará. Doze milhões de euros, a sua pouca utilização e as palavras de Lopetegui foram suficientes para tirar do FC Porto o médio que muitos portistas adoravam e admiravam. "Porque saiu do nosso clube ao desbarato e pouco foi utilizado?", perguntamos nós. Só Sérgio Conceição e a SAD o sabem.
Em pleno verão de 2014, Julen Lopetegui chegou à invicta para ser o novo treinador do FC Porto, e com ele trouxe alguns jogadores que iriam formar a tão criticada "armada espanhola"; Andrés Fernández, Ivan Marcano, José Ángel, José Campaña, Cristian Tello, Adrián López e Oliver Torres. A maioria destes jogadores não tiveram sucesso com a nossa camisola e foram durante criticados pelo pouco que mostravam, como, por exemplo, Campaña, que foi agora comprado, também pelo Sevilha, por 18 milhões de euros. Contudo, entre estes sete jogadores do país vizinho, Óliver Torres foi dos jogadores que mais encantou os adeptos do FC Porto naquela triste época em que o campeonato voltou a fugir. Óliver esteve emprestado durante essa época e regressou ao Atlético de Madrid para tristeza dos adeptos. 
Para delírio dos adeptos portistas, o FC Porto deu vinte milhões de euros para reaver o menino que deixara o clube no ano anterior. Todos nós estávamos à espera de ver mais e melhor do jogador que encantou os relvados portugueses. Às ordens de Nuno Espírito Santo, o jovem espanhol foi titular indiscutível, e também o foi no arranque da primeira época de Sérgio Conceição, mas foi atirado para o banco após a derrota contra o Besiktas, para a liga dos Campeões. Sérgio Conceição, no seu meio-campo a dois, sempre preferiu Herrera a Óliver, e até em certas fases das épocas chegou a preferir outros médios.
Os adeptos nunca perceberam porque o espanhol não era uma aposta efetiva com Sérgio Conceição. Uns defendiam que Óliver não participava no processo defensivo da equipa e que não tinha intensidade de jogo, mas isso não é verdade; onze desarmes num jogo só, como já chegou a fazer, são números que até defesas podem ter dificuldades a chegar. Óliver não sabe jogar mal, e sempre que estava em campo a equipa jogava melhor; toda a gente via isso, menos os nosso treinador, que sempre preferiu médios com força. Veremos quem irá substituir o melhor médio que tínhamos no plantel (na minha opinião e na opinião de muitos portistas), mas por doze milhões de euros dificilmente (para não dizer impossível)  se encontra um médio tão bom quanto Óliver. Depois de Rúben Neves, este é o jogador que mais me custa ver partir, principalmente agora que a equipa ficou órfã de Herrera.
Adeus Tsubasa. Sei que irás vingar no Sevilha; Lopetegui pode não ser um treinador de grande classe, mas é um treinador que irá mostrar a todos o jogador que hoje perdemos.

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